Joker's Sublimation
Nosso primeiro projeto veio como uma grande
surpresa: a revelação de um grande talento adormecido. O inconsciente opera o
impossível e através da arte alcançamos juntos a tão idealizada perfeição,
traçada em muitos momentos desse trabalho por pelos de marta. Uma pintura com
requintes, com um traço perfeito, para o rosto do incontestável Heath Ledger,
em sua atuação visceral e brilhante como coringa ( The Joker), em uma consagrada
superprodução Hollywoodiana. A obra tem em sua essência o fundamento Freudiano
do conceito “pulsão de morte”, conceito esse que é o movimento de toda uma
teoria. Nada podemos extrair para realidade dessa obra, tendo em
vista que, essa revela, em uma de suas inúmeras interpretações, a utópica sublimação
da estrutura perversa. As notas desse piano estão em um campo harmônico inaudível
aos ouvidos humanos, com notas de pânico, terror e um gozo perverso
irresistível ao inconsciente nefasto dos psicopatas. Hilton se revela ousado e
se apresenta para a sociedade mineira sem pedir licença e sem a menor covardia.
É um início de um trabalho ousado que revela o inconsciente por meio de
aspirações de um traço de pintura clássica e convida a Psicanálise mais uma vez
a se sustentar no território de uma ética que não pode recuar. O olhar maquiado
de Ledger persegue o expectador nessa obra de forma hipnótica e é capaz de
eliciar alucinações musicais tocadas pelas notas de um piano tenso, em um campo
harmônico distorcido pela impostura do Outro maléfico. Um primeiro passo
surpreendentemente belo e irresistível, mas que não é exposto em nenhum
consultório por poder ser a alguns pacientes uma obra um quanto atormentadora. Uma
parceira imprevista se inicia há um ano e dá início a trabalhos ainda mais
delicados e sensíveis a outras tragédias humanas.
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