domingo, 10 de julho de 2016

Joker's Sublimation

Nosso primeiro projeto veio como uma grande surpresa: a revelação de um grande talento adormecido. O inconsciente opera o impossível e através da arte alcançamos juntos a tão idealizada perfeição, traçada em muitos momentos desse trabalho por pelos de marta. Uma pintura com requintes, com um traço perfeito, para o rosto do incontestável Heath Ledger, em sua atuação visceral e brilhante como coringa ( The Joker), em uma consagrada superprodução Hollywoodiana. A obra tem em sua essência o fundamento Freudiano do conceito “pulsão de morte”, conceito esse que é o movimento de toda uma teoria.  Nada podemos extrair para realidade dessa obra, tendo em vista que, essa revela, em uma de suas inúmeras interpretações, a utópica sublimação da estrutura perversa. As notas desse piano estão em um campo harmônico inaudível aos ouvidos humanos, com notas de pânico, terror e um gozo perverso irresistível ao inconsciente nefasto dos psicopatas. Hilton se revela ousado e se apresenta para a sociedade mineira sem pedir licença e sem a menor covardia. É um início de um trabalho ousado que revela o inconsciente por meio de aspirações de um traço de pintura clássica e convida a Psicanálise mais uma vez a se sustentar no território de uma ética que não pode recuar. O olhar maquiado de Ledger persegue o expectador nessa obra de forma hipnótica e é capaz de eliciar alucinações musicais tocadas pelas notas de um piano tenso, em um campo harmônico distorcido pela impostura do Outro maléfico. Um primeiro passo surpreendentemente belo e irresistível, mas que não é exposto em nenhum consultório por poder ser a alguns pacientes uma obra um quanto atormentadora. Uma parceira imprevista se inicia há um ano e dá início a trabalhos ainda mais delicados e sensíveis a outras tragédias humanas.


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